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Esta seção destaca as galerias, salas e espaços dedicados aos registros, que revelam a rica história e a cultura local de Teresina.
Espaço de Leitura “Folhear”
Espaço vivo de leitura, encontro e pertencimento, onde cada história é como uma folha que se abre, revelando novos caminhos, saberes e possibilidades.
Um lugar que reconhece e fortalece a diversidade cultural de Teresina, cultivando o diálogo entre literatura, memória, conhecimento e inovação.
Entre raízes e novos brotos, tradição e contemporaneidade se conectam, aproximando autores, leitores e a comunidade.
Aqui, cada página folheada carrega uma narrativa, cada voz compõe a paisagem cultural e cada encontro faz florescer novas formas de expressão, valorizando saberes, memórias e histórias que atravessam gerações.
Este espaço reúne um acervo construído de forma colaborativa, resultado do compromisso da sociedade com a preservação e a difusão da cultura.
Sua coleção é composta por obras doadas por cidadãos e cidadãs que atenderam ao chamado de uma campanha de mobilização promovida pelo Museu da Imagem e do Som (MIS), demonstrando o valor da participação comunitária na construção de espaços de memória e conhecimento.
Somam-se a essas contribuições os exemplares disponibilizados pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, fortalecendo o caráter público e democrático do acervo.
Juntas, essas iniciativas constituem uma coleção diversa, representativa e em constante crescimento, capaz de atender pesquisadores, estudantes, artistas e o público em geral.






Espaços
Membro da Equipe Dois
Sala Arnaldo Albuquerque
O espaço tem como premissa atender às diversas linguagens artísticas e culturais, por meio de exposições, oficinas, cursos e atividades artísticas formativas em geral.
Esta sala foi nomeada em homenagem ao artista Arnaldo Albuquerque em abril de 2026 e contém uma pequena amostra da grandeza de sua obra.
A curadoria e concepção foram realizadas por Paulo Dantas, este que vos fala, e que na presente data está à frente do
MIS – Museu da Imagem e do Som de Teresina.
Tal momento é fruto de diálogos com os responsáveis pelo acervo de Arnaldo Albuquerque, o sobrinho Bruno Baker e o amigo Fabrício Castro. Aos quais deixo minha menção de respeito, pelo zelo e luta por ele.
Cabe pontuar que os diálogos para tal realização se deram por provocações do produtor cultural Gilson Caland, sobre o merecimento e a invisibilidade de Arnaldo. Bem como, e não menos importante, conversas com o curador e produtor de cinema Guga Carvalho, admirador da obra e organizador de outras exposições sobre Albuquerque.
Arnaldo da Costa Albuquerque
1952/2015
- Artista brasileiro nascido em Teresina, destacou-se pela atuação em diversas linguagens artísticas, como artes visuais, histórias em quadrinhos, cinema, fotografia e expressões ligadas à cultura alternativa no Piauí.
- Desde muito jovem, Arnaldo revelou inclinação para a experimentação artística, integrando de forma ativa a cena cultural da década de 1970. Foi pioneiro na produção de histórias em quadrinhos no estado, assinando a revista Humor Sangrento (1977), reconhecida como a primeira publicação do gênero no Piauí e um marco na história dos quadrinhos locais.
- Paralelamente, desenvolveu importante produção audiovisual em super-8, com curtas-metragens como “Carcará, pega, mata e come”, “Vã-pirações” e “Mergulho”. Atuou também como fotógrafo e cineasta experimental, ampliando sua presença no cenário cinematográfico regional.
- Sua trajetória artística estendeu-se ainda ao trabalho como cartunista e chargista em jornais, à colaboração com publicações alternativas e à participação em eventos culturais. Transitou com liberdade entre pintura, desenho, fotografia, cinema e produção gráfica, consolidando uma atuação múltipla e inventiva.
- Arnaldo Albuquerque integrou o movimento de contracultura em Teresina, que buscava tensionar padrões sociais e estéticos vigentes, utilizando a arte como instrumento de crítica e criação.
- Faleceu em 8 de janeiro de 2015, deixando contribuição decisiva para a cultura piauiense e sendo reconhecido como um dos principais expoentes da arte experimental e independente no estado.


Galerias:
Chagas Junior
Torquato Neto